quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A massacrante felicidade dos outros

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco.

Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: "Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento". Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.

Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?

Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.

Por Martha Medeiros, escritora e jornalista gaúcha

quarta-feira, 11 de março de 2009

Mais uma dica...

Para aqueles ou aquelas que estão com dificuldades para se adaptar as novas regras de português, ai vai um site para facilitar seu dia a dia(agora sem hífen)...


OBS.: Com a correria do trabalho e da faculdade, este blog está um pouco, muito, abandonado. Porém, em breve, espero eu, darei mais atenção e assim publicando mais textos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Atenção para o NOVO português !

Todo mundo fala da reforma ortográfica, mas o que é realmente? São as novas regras de escrita que passaram a valer a partir do dia 01 de janeiro de 2009. O objetivo é a padronização do idioma, promovendo uma maior integração entre os países que falam a língua portuguesa.

O acordo vai alterar 0,43% do dicionário brasileiro. As principais mudanças para nós serão: a extinção do trema, o uso do hífen e de acentos diferenciais.

Preste atenção no que muda para não fazer feio, mas não é preciso se preocupar tanto assim, pois os países têm até 31 de dezembro de 2012 para se adaptarem.

Confira as alterações da língua portuguesa após a reforma ortográfica:

Alfabeto:

O alfabeto ganha três letras (k, y e w)

Antes: 23 letras
Depois: 26 letras

Trema:

O trema cai, de vez, em desuso, exceto em nomes próprios e seus derivados. Grafado nos casos em que o “u” é átono e pronunciado (que, qui, gue, gui), o sinal não será mais utilizado nas palavras da língua portuguesa.

Antes: lingüiça, conseqüência, freqüência
Depois: linguiça, consequência e frequência

Hífen:

- O sinal não poderá ser mais usado quando a primeira palavra terminar com vogal e a segunda começar com consoante.

Antes: anti-rugas, auto-retrato, ultra-som
Depois: antirrugas, autorretrato, ultrassom

- O hífen também não deve ser grafado quando a primeira palavra terminar com letra diferente da que começar a segunda.

Antes: auto-estrada, infra-estrutura
Depois: autoestrada, infraestrutura

- O sinal deverá ser usado quando a palavra seguinte começa com b, h, r, m, n ou com vogal igual à ultima do prefixo.

Antes: anti-imperialista, super-homem, inter-regional, sub-base
Depois: anti-imperialista, super-homem, inter-regional, sub-base

- Outro caso que se faz necessário o uso do hífen é quando a primeira palavra terminar com vogal ou consoante igual à letra que começar a segunda.

Antes: microônibus, contraataque, microondas
Depois: micro-ônibus, contra-ataque, micro-ondas


Acento agudo:

- Os ditongos abertos “éi” e “ói” das palavras paroxítonas não serão mais acentuados.

Antes: jibóia, apóio, platéia, européia
Depois: jiboia, apoio, plateia, europeia

*As palavras herói, papéis e troféu continuam sendo acentuadas porque têm a ultima sílaba mais forte


- O acento some também no “i” e no “u” tônicos quando vierem depois de ditongo em palavras paroxítonas.

Antes: feiúra, bocaiúva
Depois: feiura, bocaiuva

*O acento permanece se o “i” ou o “u” estiverem na ultima sílaba, a exemplo de Piauí e tuiuiú


- Na letra “u” dos grupos que, qui, gue e gui o acento também deixa de existir.

Antes: apazigúe, averigúe
Depois: apazigue, averigue

- O acento diferencial também some em alguns casos.

Antes: pára, péla, pêlo, pólo, pêra
Depois: para, pela, pelo, polo, pera

*O acento diferencial não deixa de ser usado em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma também continua sendo acentuada para ser diferenciada de forma.


Acento circunflexo:

- O acento circunflexo some nas palavras terminadas em “êem” e “ôo”.

Antes: crêem, vêem, lêem, enjôo
Depois: creem, veem, leem, enjoo



Site G1:

http://download.globo.com/vestibular/Guia_rapido_do_G1_sobre_o_acordoOrtografico.pdf


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

É essencial cuidar do ar que respiramos!


O meio ambiente não é formado apenas pela natureza, mas também pela cultura dos seres humanos. Dependemos do meio ambiente, e ele nos oferece as condições essenciais para nossa sobrevivência e evolução. No entanto, muitas pessoas ainda não compreendem isso.

O problema da poluição do ar tem relação com o crescimento populacional, que faz nascerem novos consumidores a cada dia. Quando adultos, buscam um novo local para habitar e construir sua morada, gerando novas impactos, entre os quais se destacam o aterro, o desflorestamento e o uso de combustíveis fosseis para o transporte, que disseminam a poluíção.

Porto Alegre é a segunda capital brasileira com o nível mais acentuado de concentração de poeira fina no ar. A principal causa dessa poluição é o aumento constante de veículos. Hoje, são 507 mil veículos em trânsito, e essa frota cresce a uma taxa de 10 mil novos carros por ano. Esses carros, circulando pela cidade, poluem o ar através não apenas da queima de combustível, mas tambem da pavimentação que exigem e do atrito dos pneus no asfalto.

Nesse contexto, os moradores precisam se conscientizar de que é essencial cuidar do ar e de todo o ambiente em que vivemos, e de que é preciso fazer muito mais, o mais rápido possível. O professor de biológia Genebaldo Freire Dias, em seu livro Ecopercepção: um Resumo Didático dos Desafios Sociosambientais, resume muito bem tudo isso em uma única frase: “Ainda poluímos o ar que respiramos, degradamos o solo que nos alimenta e contaminamos a água que bebemos”.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Eis aqui a mais nova blogueira de plantão!

Nunca fui a favor, nem contra os blogs, apenas não gostava. Quando me matriculei na disciplina de Jornalismo On Line, pensei: - Um blog, que chatice! Porém, logo no início da disciplina me apaixonei pelo mundo dos blogueiros. Foi então criei o blog do Instituto Martim Pescador, entidade que estou trabalhando. O blog foi crescendo e fui criando a cada dia novos "espaços". Hoje, algumas pessoas, ainda algumas, acompanham as notícias do Martim Pescador através dele, alguns até entraram em contato com a Instituição por causa do blog, fato que me deixo muito feliz.

Mas depois de aprender a mexer e a colocar em prática o meu lado jornalístico, descobri como é bom! Por isso, resolvi fazer o meu próprio blog, um local destinado as minhas observações e reflexões sobre qualquer assunto.
Eis aqui a mais nova blogueira de plantão!